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Uso regular de medicamento ajuda a prevenir crises de esquizofrenia

Risco de paciente ser hospitalizado ou se tornar agressivo também é menor

Mais de 50 anos de dados recolhidos mostram que pessoas com esquizofrenia que fazem uso de drogas antipsicóticas diminuem o risco de recaídas, sugere um novo estudo. A análise também mostra que pessoas tratadas com esses medicamentos são menos propensas a ser hospitalizadas ou a se comportar de forma agressiva ou violenta. As descobertas foram publicadas na versão online de The Lancet.

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Os cientistas estudaram dados de quase 6.500 pessoas com esquizofrenia. Todos haviam participado de 65 ensaios publicados entre 1959 e 2011. Os especialistas observaram quais deles tomavam medicamentos e quais haviam sofrido reincidência do problema.

Os resultados mostraram que as taxa de recidiva foi de 64% em pessoas que não tomavam medicamentos. Já entre os que tomavam medicamentos por, pelos menos, um ano, a taxa de recidiva foi de 27%. No entanto, o autor do estudo, da Technische Universität University Hospital, na Alemanha, aponta que o uso de antipsicóticos não é livre de efeitos colaterais. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.

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A esquizofrenia é uma desordem cerebral que atinge cerca de 24 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os sintomas podem incluir alucinações, delírios e comportamentos adversos. Aos primeiros sinais da doença, um profissional deve ser procurado.

Medicamentos e apoio da família controlam esquizofrenia

Para você, tudo parece real. Mas a confusão começa ao notar que, para as pessoas em volta, tudo não passa de imaginação sua. Essa é a difícil situação que uma pessoa com esquizofrenia precisa enfrentar, mas não sozinha. Uma nova pesquisa, feita pela Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (ABRE), em parceria com o Programa de Esquizofrenia da Unifesp (PROESQ), mostra como o apoio de pessoas próximas, além do tratamento eficiente, pode ajudar a controlar a doença e evitar recaídas.

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Segundo o psiquiatra Rodrigo Bressan, coordenador do PROESQ/Unifesp, as informações mostraram que a prevenção é o melhor caminho para impedir as recaídas. "É preciso medicações cada vez mais eficazes somadas ao tratamento médico", afirma. O estudo conclui que é possível ter uma vida normal sendo portador, desde que o tratamento seja eficaz e iniciado precocemente. Saiba mais sobre esses cuidados.

De olho nos sintomas de recaídas

É muito difícil identificar tanto a esquizofrenia quanto o início das recaídas, mas, quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, maiores as chances de o tratamento dar certo. "Caso o portador nunca tenha tomado medicamento ou tenha parado há muito tempo, o cérebro se deteriora e o quadro fica resistente aos remédios", conta a psiquiatra Julieta Guevara, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Como evitar essas crises

O uso de remédios antipsicóticos é fundamental, mas, sozinhos, eles não resolvem a doença e ainda podem gerar uma série de efeitos colaterais, como salivação excessiva, intestino preso e endurecimento muscular. Por isso, Rodrigo Bressan recomenda combinar os medicamentos a terapia e atividades que aumentem o contato do paciente com a realidade. "Aulas de pintura, de desenho e de música são grandes aliadas do controle da esquizofrenia", sugere.

Tratamento por toda a vida

Como a esquizofrenia é uma doença mental crônica, o paciente precisará controlar recaídas durante toda a vida. Rodrigo Bressan conta que as crises costumam ocorrer exatamente porque a pessoa abandona o tratamento por acreditar estar curada, já que os sintomas podem desaparecer. "Mas a doença só será mantida sob controle se houver uma adesão total ao tratamento", alerta.

O desafio do cuidador

O trabalho do cuidador é muito importante - e complicado. Como o paciente tende a se isolar e ter reações diversas, ele precisa de uma pessoa que o acompanhe constantemente, dando apoio e ficando atenta a possíveis sintomas de recaídas. "Também é essencial estimular o contato da paciente com a família, para que ele se sinta parte daquele núcleo e interaja", afirma a psiquiatra Vânia Baggio.

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É por isso que família e amigos precisam se informar sobre a doença para conseguir compreender o comportamento do paciente. A pesquisa da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (ABRE) mostrou que, durante uma recaída, as melhores atitudes que o cuidador pode ter, além de dar medicação, são: ouvir o paciente durante horas, falar muito pouco, não argumentar em contrário, não retrucar e não desqualificar as percepções do paciente.