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Vacina contra tétano e hepatite B pode ficar em falta nos postos

Postos de saúde podem não ter mais a vacina pentavalente até novembro; entenda por quê

A vacina pentavalente tem este nome justamente por agir contra cinco doenças importantes: tétano, hepatite B, coqueluche, difteria e hemófilo B. Porém, o imunizante pode ficar totalmente em falta nos postos de saúde do Brasil até novembro deste ano.

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Com disponibilidade reduzida desde julho, a ausência da vacina já está sendo sentida pela população em diversas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e há locais que já não possuem doses para aplicação.

O Ministério da Saúde explicou, por meio de comunicado oficial, que as vacinas utilizadas no país eram importadas da Índia e foram reprovadas em testes de controle de entidades brasileiras.

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Retorno da vacina pentavalente

De acordo com o órgão, três lotes da vacina pentavalente foram reprovados pelo Instituto Nacional de Qualidade em Saúde (INCQS). Por conta disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou, em junho, a importação do produto.

Assim, o abastecimento da vacina nos postos de saúde foi parcialmente interrompido desde julho e a situação foi comunicada aos Estados e municípios, segundo a nota.

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Vacina pentavalente não será mais distribuída em postos de saúde até novembro - Foto: Shutterstock
Vacina pentavalente não será mais distribuída em postos de saúde até novembro - Foto: Shutterstock

O Ministério da Saúde informou ainda que as compras com novos fornecedores têm sido encaminhadas para atender a demanda do país, onde mais de 800 mil doses da vacina são aplicadas todos os meses.

Entretanto, o abastecimento dos imunizantes está previsto para voltar ao normal somente a partir de novembro. Essa demora no recebimento é associada à dificuldade de produção e testagem da vacina.

O órgão também indicou que, apesar da falta de doses, o Sistema Único de Saúde fará uma busca ativa pelas crianças que completaram e completarão dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro de 2019 para vaciná-las.

Embora não exista emergência epidemiológica no Brasil das doenças cobertas pela vacina pentavalente, a população deve ficar atenta ao calendário de vacinação para não perder a imunização contra essas cinco enfermidades.

Doses necessárias

A imunização pela vacina pentavalente consiste na aplicação de três doses, com intervalo de 60 dias. O recomendado é que ela seja dada nas crianças aos 2, 4 e 6 meses de idade, com limite até os seis anos.

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Embora não seja uma regra, esse imunizante pode provocar algumas reações no organismo, que aparecem entre as primeiras 48 a 72 horas após a aplicação. Em geral, são efeitos leves, como febre e dores locais, que passam rápido e não causam complicações.

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