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Distúrbios mentais: como o preconceito prejudica pacientes?

Tabus ainda cercam os distúrbios psicológicos e impedem que pessoas procurem tratamento

A depressão já é considerada como a principal causa de incapacidade no mundo todo e está relacionada à ocorrência de diversas doenças, segundo a Organização Mundial de Saúde.

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Atualmente, estima-se que existam mais de 300 milhões de pessoas diagnosticadas com o problema ao redor do globo. Entretanto, mesmo sendo tão recorrente, o preconceito contra esse tipo de transtorno mental ainda é grande.

Em 2017, a campanha anual da OMS foi chamada "Depressão: Vamos Conversar?" e tinha como objetivo fazer com que pessoas com esse distúrbio buscassem ajuda, combatendo o estigma associado ao transtorno.

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Em entrevista, a psicóloga Cristiane Maluf Martin reforçou que o preconceito muitas vezes impede que um paciente procure um profissional ou até admita que precisa de ajuda. Portanto, veja como superar essa barreira para buscar um tratamento adequado.

Por que é difícil pedir ajuda?

Segunda a psicóloga, os transtornos mentais não são tratados com a mesma prioridade que uma dor no corpo, por exemplo. Diferente dos problemas físicos, os distúrbios psicológicos são invisíveis, por isso, mais difíceis de serem detectados.

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Entretanto, o que mais impede que pessoas busquem ajuda psicológica é o preconceito. Os discursos em torno dos transtornos psicológicos, como depressão e transtorno de ansiedade generalizada, refletem o que muitas pessoas não levam a sério: dizem que seria frescura ou falta do que fazer. Isso, segundo a psicóloga, constrange as pessoas e impede que procurem ajuda.

Infelizmente, este tipo de comportamento prejudica o diagnóstico e o tratamento, causando isolamento do paciente. Quando a pessoa não trata seu distúrbio no início, ele se torna cada vez mais enraizado, podendo evoluir para quadros mais difíceis de serem revertidos.

Segundo Cristiane, alguns transtornos não tem cura, porém a psicoterapia e a medicação indicada por um especialista podem ajudar.

De onde vêm o estigma?

Este tipo de preconceito contra transtornos mentais vem de muitos anos, diz Cristiane, e pode estar relacionado com a internação de pacientes em manicômios - como acontecia antigamente.

Porém, a relação entre ajuda psicológica e hospitais psiquiátricos só aumenta o estigma, pois a pessoa que procura um psicólogo é logo taxada de "louca". Existe até mesmo um termo utilizado para referir-se ao preconceito contra transtornos mentais ou doentes mentais: psicofobia.

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Além disso, Cristiane afirma que a maior violência acontece quando o doente abandona a si próprio. Isso porque ele acaba não compartilhando sua dor com a família ou pessoas próximas, porque tem vergonha ou medo. O isolamento, portanto, pode agravar ainda mais o quadro.

Como combater o preconceito?

De acordo com a psicóloga, a melhor forma de combater o preconceito contra transtornos mentais é através da informação. A falta de conhecimento sobre distúrbios psíquicos gera ignorância e aumenta o estigma sobre o tema.

É através do diálogo que se quebra estigmas, tabus e preconceitos. Conversar com amigos e familiares ajuda a desmistificar a doença.

?Informação gera atitudes positivas?, afirma a psicóloga Cristiane. Além disso, o acolhimento das pessoas próximas pode fazer diferença no lado emocional do paciente.

Quer ajudar um amigo que está passando por uma situação difícil? Preste atenção se a pessoa está se isolando, se está apática ou com baixa autoestima por muito tempo. Acolha e a incentive a buscar ajuda psicológica ou psiquiátrica.

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Importância de procurar ajuda

A psicóloga reflete que, em geral, todo mundo já passou por algum momento de grande dificuldade ou de dor emocional. O ponto crucial, no entanto, é como cada pessoa lida com suas questões e por quanto tempo essa dor perdura.

Por isso, a ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra é essencial para que o quadro não se agrave. A Organização Mundial da Saúde já associou a depressão como fator de risco para o suicídio, por exemplo.

Outro dado agravante da OMS demonstra que, a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo. Ainda segundo as estimativas da organização, são 800 mil que morrem por ano.

Fora o lado emocional, Cristiane acrescenta que muitos transtornos mentais também podem se transformar em doenças físicas, na chamada somatização. Por isso, é importante cuidar da mente, porque se ela não está bem, nada estará, finaliza a psicóloga.

Psicoterapia: como funciona?

Especialistas explicam como funciona cada tipo de psicoterapia

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