Papinha x BLW: o que é melhor para meu filho?

Entenda as vantagens das diferentes formas de fazer a introdução alimentar do seu bebê

A alimentação proporciona o primeiro contato entre mãe e bebê. A boca é o centro do mundo do bebê. Ele a utiliza para a exploração do que vem do ambiente externo. Quando ele mama na mãe, faz um vigoroso trabalho em suas estruturas, como músculos e ossos, da face, favorecendo um bom desenvolvimento craniofacial.

A Organização Mundial da Saúde, determina dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento, e complementar até os dois anos de vida da criança (ou mais).

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A partir dos 6 meses, outros alimentos serão introduzidos na dieta da criança. Esse é um acontecimento muito especial para o bebê e para a mamãe.

A introdução alimentar é um processo. Por isso, não ocorre de uma hora para outra: é lenta e gradual. Devemos apresentar diferentes oportunidades para que a criança possa explorar os alimentos com diferentes texturas, cores, cheiros, sabores e tamanhos. Assim, a criança desenvolverá suas habilidades sensoriais e cognitivas.

Surgem, então, as dúvidas. Como devo oferecer o alimento para meu filho? O que devo dar: em forma de papinhas ou BLW (método em que o bebê se alimenta com as mãos)?

O que o Ministério da Saúde prega?

A Ministério da Saúde estabeleceu um guia alimentar para crianças menores de 2 anos, em que sugere 10 passos para uma alimentação saudável.

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É uma abordagem tradicional, de introdução de alimentação complementar e amplamente utilizada. Para as mamães que gostam de ter controle da situação, verificando o preparo da papinha, quais alimentos que a criança irá comer e o quanto comerá, acaba sendo a opção escolhida.

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A opção pelo BLW

O BLW (Baby-Led Weaning) é uma abordagem de introdução alimentar em que o bebê é quem escolhe comer mais e mamar menos. Não há oferta com colher ou papinhas. É uma abordagem eficiente para o desenvolvimento das funções orofaciais e na condução da introdução da alimentação complementar, pois respeita a capacidade da criança, em lidar com os alimentos na cavidade oral e como manuseá-lo com as mãos, segundo Aline Padovani.

Quando o bebê conseguir sentar-se sozinho, sem apoio, capturar objetos com a mão e levá-los à boca, estará pronto para alimentar-se sozinho. Ao adulto caberá a função de dar aos bebês a oportunidade das novas experiências com os alimentos. Antes disso, se for necessária a introdução de alimentação complementar, o indicado será o método tradicional.

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No BLW, a orientação é de que o bebê coma a mesma comida do restante da família, já que não existe "a comida do bebê". Ele comerá nos mesmos horários das refeições em família.

No período de seis a nove meses de idade, o bebê se desenvolve muito, adquire novas habilidades, uma na sequência da outra. Primeiro, utilizando a gengiva ou dentinhos, aprende a morder ou mordiscar pequenos pedaços de comida. Percebem que podem manter a comida na boca durante um tempo. Os alimentos ficarão na boca e serão engolidos ou cair da boca.

Após uma evolução em seu desenvolvimento, ele chega aos dois anos, quando coordenará os movimentos de mastigação e os receptores orais identificarão o quanto o alimento deverá ser mastigado.

Os pesquisadores acreditam que o BLW permite mais autonomia para a criança e o bebê exposto ao método tenha uma melhor capacidade em lidar com os alimentos sólidos.

As mães ficam preocupadas com engasgos, porém os riscos de engasgos, independem do método utilizado, seja papinha ou BLW.

Vantagens do BLW:

No entanto, as mães e pais não devem se penalizar caso não consigam utilizar o BLW. Independente da escolha pelo BLW ou não, devem oferecer alimentos em pedaços, pois o estímulo sensorial destes alimentos será importante e auxiliarão no correto desenvolvimento oral do bebê.

Com bom senso, é possível fazer da introdução alimentar um momento de prazer e interação com seus filhos. Isso pode ser feito de acordo com as facilidades de cada família, respeitando o desenvolvimento das habilidades motoras orais do bebê e criando oportunidades para que explorem e vivenciem a alimentação de uma forma muito prazerosa. Independente da abordagem escolhida pelos pais, o importante estarem seguros e certos de que estão fazendo o melhor para seu filho. E, o mais importante, nutrindo seu filho com muito amor.

Referências: -Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. ? 2 ed. ? 2 reimpr. ? Brasília: Ministério da Saúde, 2013;https://pt.scribd.com/document/324352124/eBook-IA-ParticipATIVA;Sociedade Brasileira de Pediatria Manual de orientação para a alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola/Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 3ª. ed. Rio de Janeiro, RJ: SBP, 2012. 148 p.;Brown A No difference in self-reported frequency of choking between infants introduced to solid foods using a baby-led weaning or traditional spoon-feeding approach J Hum Nutr Diet. 2018 Aug 31(4):496-504. doi: 10.1111/jhn.12528. Epub 2017 Dec 5;Cameron SL, Taylor RW, Heath AL. Development and pilot testing of Baby-Led Introduction to SolidS?a version of Baby-Led Weaning modified to address concerns about iron deficiency, growth faltering and choking. BMC Pediatr. 2015 Aug 26 15:99.